Dor no joelho: o que pode ser, quando se preocupar e como tratar?

fernandobortoli • 13 de julho de 2026

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Sentir dor no joelho é uma queixa comum, especialmente em pessoas acima dos 50 anos, pacientes com sobrepeso, histórico de lesões, artrose ou maior sobrecarga nas articulações.


Em alguns casos, a dor aparece após uma atividade física, uma caminhada mais longa, uma queda ou um esforço pontual. Em outros, ela surge aos poucos, piora com o tempo e começa a limitar atividades simples, como subir escadas, agachar, levantar da cadeira ou caminhar por mais tempo.



A dor no joelho não deve ser vista como uma condição única. Ela é um sintoma que pode ter diferentes causas e, por isso, precisa ser avaliada de acordo com a história, idade, padrão da dor, exame físico, doenças associadas e impacto na rotina de cada paciente.

Dor no joelho é comum?

Sim. A dor no joelho é uma das queixas musculoesqueléticas mais frequentes na população adulta.

Um estudo brasileiro publicado em 2025, realizado com 600 adultos no nordeste do estado de São Paulo, encontrou prevalência de dor no joelho de 25,6%. O estudo também observou associação com idade acima de 60 anos, sobrepeso, algumas doenças crônicas e fatores relacionados ao trabalho e ao estilo de vida.

Além disso, a osteoartrite, popularmente conhecida como artrose, é uma das principais causas de dor no joelho em adultos e idosos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 528 milhões de pessoas viviam com osteoartrite no mundo em 2019, e o joelho é a articulação mais frequentemente afetada.

Esses dados mostram que a dor no joelho é comum, mas isso não significa que ela deva ser normalizada quando se torna persistente, recorrente ou limitante.


O que pode ser dor no joelho?

A dor no joelho pode ter diversas causas. Entre as mais frequentes, estão:

  • osteoartrite ou artrose;
  • lesões de menisco;
  • tendinites;
  • bursites;
  • sobrecarga muscular;
  • alterações na cartilagem;
  • dor femoropatelar;
  • lesões ligamentares;
  • inflamações articulares;
  • dor após trauma ou queda;
  • dor relacionada a alterações biomecânicas.


Em pacientes mais idosos, a artrose costuma ser uma das principais hipóteses. Ela envolve não apenas o desgaste da cartilagem, mas alterações de toda a articulação, incluindo osso, membrana sinovial, ligamentos, músculos e tecidos ao redor.


Por isso, a dor no joelho precisa ser analisada além da imagem do exame. Duas pessoas podem ter alterações semelhantes na radiografia ou ressonância e apresentar sintomas muito diferentes.


Quais sintomas merecem atenção?

É importante procurar avaliação médica quando a dor no joelho:

  • persiste por semanas;
  • piora progressivamente;
  • limita a caminhada;
  • dificulta subir ou descer escadas;
  • causa inchaço frequente;
  • vem acompanhada de travamento ou falseio;
  • aparece após trauma ou queda;
  • impede atividades do dia a dia;
  • exige uso frequente de remédios para dor.


Também é importante avaliar com mais cuidado quando a dor passa a interferir no sono, na autonomia ou na capacidade de manter uma rotina ativa.


A dor não deve ser analisada apenas pela intensidade. O impacto funcional também importa.


Remédio para dor no joelho: o que tomar?

Essa é uma dúvida muito comum. Muitas pessoas procuram por “remédio para dor no joelho” ou “o que tomar para dor no joelho”, especialmente quando a dor começa a atrapalhar a rotina.


Mas o ponto mais importante é: o remédio depende da causa da dor, da idade do paciente, das doenças associadas, dos medicamentos que ele já utiliza e do risco de efeitos adversos.


Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados em alguns casos, mas não devem ser vistos como solução única. Em idosos, esse cuidado precisa ser ainda maior, porque alguns medicamentos podem aumentar riscos gastrointestinais, renais, cardiovasculares, causar sonolência, tontura ou interagir com outros remédios de uso contínuo.


Por isso, em vez de apenas repetir medicações, o ideal é entender por que o joelho está doendo.


Dor no joelho em idosos exige cuidado diferente

No idoso, a dor no joelho costuma ter relação com múltiplos fatores: artrose, perda de força muscular, redução de mobilidade, sobrepeso, histórico de quedas, alterações de equilíbrio e uso de vários medicamentos ao mesmo tempo.


Nesses casos, o tratamento precisa considerar não apenas a articulação, mas o paciente como um todo.


O objetivo não é apenas reduzir a dor, mas preservar mobilidade, segurança, autonomia e qualidade de vida.


Como é feito o tratamento da dor no joelho?

O tratamento depende da causa, mas geralmente envolve uma abordagem progressiva e individualizada.

Entre as estratégias possíveis, estão:

  • orientação sobre atividades e sobrecarga;
  • exercícios terapêuticos;
  • fortalecimento muscular;
  • controle de peso, quando necessário;
  • fisioterapia;
  • medicamentos, quando indicados;
  • infiltrações ou procedimentos em casos selecionados;
  • avaliação cirúrgica em situações específicas e refratárias.


Nas dores relacionadas à artrose, exercícios bem orientados e fortalecimento muscular têm papel central. A Sociedade Brasileira de Reumatologia destaca que o fortalecimento da musculatura anterior da coxa é fundamental no tratamento da artrose do joelho, sempre com exercícios adequados para cada caso.


O tratamento não deve seguir uma “receita de bolo”. Cada paciente possui um padrão de dor, uma história clínica e um nível de funcionalidade.


Quando procurar um especialista em dor?

A avaliação com um especialista em Medicina da Dor pode ser importante quando a dor no joelho é persistente, recorrente, limita atividades, não melhora com tratamentos habituais ou quando existem múltiplos fatores envolvidos.


Também pode ser útil quando o paciente faz uso frequente de medicamentos, possui outras doenças associadas ou precisa de uma condução mais individualizada para controlar a dor com segurança.


Cuidar da saúde das articulações é também uma forma de preservar autonomia, movimento e qualidade de vida ao longo dos anos. Quanto mais cedo a dor é compreendida e acompanhada, maiores são as chances de evitar limitações e conduzir o problema com mais segurança.

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