<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:g-custom="http://base.google.com/cns/1.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" version="2.0">
  <channel>
    <title>fernandobortoli</title>
    <link>https://www.drfernandodebortoli.com.br</link>
    <description />
    <atom:link href="https://www.drfernandodebortoli.com.br/feed/rss2" type="application/rss+xml" rel="self" />
    <item>
      <title>Dor crônica e Esclerose Múltipla: o que ninguém te conta sobre esse vínculo</title>
      <link>https://www.drfernandodebortoli.com.br/dor-cronica-e-esclerose-multipla-o-que-ninguem-te-conta-sobre-esse-vinculo</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Por muito tempo, a dor crônica ficou às margens do diagnóstico de Esclerose Múltipla. A atenção ia toda para os sintomas motores: a fraqueza, a espasticidade, a dificuldade de andar. A dor, quando mencionada, era tratada quase como detalhe. Um sintoma secundário, coadjuvante, tolerável.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/126955118_m.webp" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Hoje, a ciência conta uma história diferente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A dor na EM é mais comum do que parece
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Entre 50% e 65% dos pacientes com EM relatam dor em algum momento da doença. Quando se olha para síndromes dolorosas ao longo de toda a evolução da doença, esse número pode chegar a 86%. E a dor neuropática central, aquela que vem diretamente das lesões no Sistema Nervoso Central, afeta em torno de 27% dos pacientes, podendo ultrapassar 50% nos casos de doença progressiva.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Esses números importam. Porque dor não é só dor. Ela interfere no sono, amplifica a fadiga, alimenta a depressão, reduz a capacidade funcional e compromete de forma profunda a qualidade de vida. Tratar a EM sem tratar a dor é tratar pela metade.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Mas de onde vem essa dor?
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Aqui está um ponto que muda tudo na abordagem clínica: a Esclerose Múltipla em si não causa dor diretamente. O que acontece é que as alterações que a doença provoca no Sistema Nervoso Central podem desencadear diferentes mecanismos de dor, e cada um deles pede uma resposta diferente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Basicamente, existem três grandes grupos:
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           O
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          primeiro
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           é a dor diretamente ligada à desmielinização e à lesão central. É aqui que entram a neuralgia do trigêmeo, os espasmos tônicos dolorosos, a dor disestésica contínua e a dor neuropática central clássica, aquela sensação de queimação, choque elétrico, formigamento persistente que não tem causa aparente visível.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           O
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          segundo grupo
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           é a dor que surge como consequência do que a EM faz com o corpo ao longo do tempo. A espasticidade altera o padrão de movimento, a imobilidade sobrecarrega articulações, a postura se adapta de formas que geram tensão crônica. Resultado: lombalgia, síndrome miofascial, dor de ombro, sobrecarga articular.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           O
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          terceiro grupo
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           são as dores que coexistem com a EM, mas que existiriam independentemente dela, fibromialgia, artrose, degeneração discal, outras síndromes dolorosas crônicas. Não têm relação direta com a doença, mas precisam ser identificadas e tratadas com a mesma seriedade.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          E o mesmo paciente pode apresentar os três tipos simultaneamente. É por isso que avaliar dor em quem tem EM exige um olhar amplo, cuidadoso e sem pressa.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O que pode ser feito
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A boa notícia é que existe tratamento, e ele evoluiu muito. Medicamentos específicos para dor neuropática, procedimentos intervencionistas como bloqueios, toxina botulínica para espasticidade focal, radiofrequência, e em casos selecionados a neuromodulação medular. A escolha do caminho depende do mecanismo da dor, do perfil do paciente e de uma avaliação clínica detalhada.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A abordagem multidisciplinar, integrando neurologia, medicina da dor, fisiatria, fisioterapia e psicologia, tende a produzir os melhores resultados. Dor complexa raramente responde bem a uma única intervenção isolada.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Para quem convive com EM e com dor
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Se você tem Esclerose Múltipla e convive com dor, saiba que isso não é inevitável. Não é parte do "pacote" que você tem que aceitar. É um sintoma tratável, que merece atenção especializada e uma abordagem estruturada.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Sou especialista em dor e atendo pacientes com esse perfil. Se você quiser uma avaliação,
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://wa.me/5511913221540?text=Ol%C3%A1!%20Visitei%20o%20site%20do%20Dr.%20Fernando%20de%20Bortoli%20e%20gostaria%20de%20saber%20mais." target="_blank"&gt;&#xD;
      
          agende uma consulta agora mesmo
         &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          ! Às vezes, essa conversa é o ponto de virada.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/244490138_m.webp" length="133092" type="image/webp" />
      <pubDate>Wed, 03 Jun 2026 20:54:11 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.drfernandodebortoli.com.br/dor-cronica-e-esclerose-multipla-o-que-ninguem-te-conta-sobre-esse-vinculo</guid>
      <g-custom:tags type="string" />
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/244490138_m.webp">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/244490138_m.webp">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Medicamentos para Dor no Idoso: por que cuidar de forma diferente?</title>
      <link>https://www.drfernandodebortoli.com.br/medicamentos-para-dor-no-idoso-por-que-cuidar-de-forma-diferente</link>
      <description>Entenda por que tratar a dor em idosos exige cuidados especiais com medicamentos. Saiba sobre polifarmácia, farmacocinética e segurança na prescrição.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O tratamento da dor em pacientes idosos exige atenção redobrada. Entenda os principais fatores que tornam esse cuidado único, e fundamental.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/199101867_m.jpg" alt="Idoso com dor no braço"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O Brasil envelhece. E essa transformação demográfica traz consigo uma realidade que os profissionais de saúde já encontram todos os dias nos consultórios: um número crescente de idosos convivendo com a dor crônica e com a necessidade de usar múltiplos medicamentos ao mesmo tempo.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Esses números revelam uma mudança no perfil da população brasileira. E quanto maior a longevidade, maior a complexidade clínica, especialmente quando o assunto é dor e farmacoterapia.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          O corpo que envelhece responde diferente aos medicamentos
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Com o avançar da idade, ocorrem alterações em praticamente todas as etapas do processamento dos medicamentos pelo organismo, o que chamamos de
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          farmacocinética
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          : absorção, distribuição, metabolização e excreção. Essas mudanças fazem com que o idoso possa atingir níveis séricos mais elevados com doses menores do que as usadas em adultos jovens, tornando-o mais vulnerável a efeitos adversos.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Um medicamento bem tolerado por um adulto de 40 anos pode, no mesmo paciente aos 75, causar tontura, confusão mental, quedas ou comprometer a função renal. Dose menor não significa eficácia menor, significa segurança maior.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Por isso, antes de prescrever qualquer psicofármaco a um idoso, alguns exames são essenciais: eletrocardiograma (ECG), avaliação da função renal e dosagem de proteínas plasmáticas. Além disso, é fundamental investigar o histórico de reações adversas que o paciente já possa ter apresentado anteriormente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Polifarmácia: quando muitos remédios se tornam um risco
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           A maioria dos idosos utiliza medicamentos de forma contínua. Estudos científicos apontam que cerca de um terço deles faz uso simultâneo de cinco ou mais fármacos, uma situação conhecida como
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          polifarmácia
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          . Esse cenário aumenta significativamente o risco de interações medicamentosas, dificulta a adesão ao tratamento e eleva as chances de efeitos indesejados.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          A lógica aqui é direta:
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           quanto mais medicações em uso, menor tende a ser a adesão do paciente ao tratamento. Sempre que possível, simplificar a prescrição, reduzindo doses, unificando horários ou substituindo medicamentos, é uma estratégia terapêutica valiosa, não uma concessão.
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           ﻿
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Tratamento da dor: arsenal potente, mas que exige cautela
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          No manejo da dor, dispomos de um conjunto amplo de medicamentos psicoativos com comprovada eficácia para diferentes tipos e mecanismos de dor: antidepressivos, gabapentinoides, benzodiazepínicos, entre outros. Todos podem e devem ser considerados no idoso com dor, desde que prescritos com critério, avaliando o perfil individual de cada paciente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          A máxima que guia essa abordagem é simples e poderosa: comece devagar, evolua devagar. Doses iniciais baixas, com progressão gradual, reduzem riscos e permitem observar a resposta e a tolerância do organismo ao longo do tempo.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          O que avaliar antes de prescrever?
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Histórico médico completo e doenças de base
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Todos os medicamentos já em uso e possíveis interações
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Exames laboratoriais e funcionais relevantes (ECG, função renal, proteínas)
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Histórico de reações adversas anteriores
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Alterações orgânicas relacionadas ao envelhecimento
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
           Possibilidade de simplificar a prescrição atual
          &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Conclusão
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          Tratar a dor no idoso é uma arte que combina conhecimento farmacológico, visão clínica ampla e sensibilidade para as particularidades do envelhecimento. Não basta escolher o medicamento certo, é preciso conhecer o paciente, respeitar seus limites orgânicos, atentar às interações com o que ele já usa e, acima de tudo, acompanhar de perto a evolução.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
          O objetivo final é sempre o mesmo: mais alívio, mais segurança e mais qualidade de vida para cada paciente.
         &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/84186548_m.jpg" length="64711" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Mon, 25 May 2026 19:31:18 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.drfernandodebortoli.com.br/medicamentos-para-dor-no-idoso-por-que-cuidar-de-forma-diferente</guid>
      <g-custom:tags type="string">idosos,dor,medicamentos</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/84186548_m.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/84186548_m.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Dor oncológica: quando tratar a doença não é suficiente</title>
      <link>https://www.drfernandodebortoli.com.br/dor-oncologica-quando-tratar-nao-e-o-suficiente</link>
      <description>Entenda como a dor oncológica impacta a qualidade de vida e por que o controle da dor faz parte do cuidado integral ao paciente com câncer.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          A dor oncológica raramente afeta apenas o corpo. Ela interfere no sono, na autonomia, na disposição, nas relações e na forma como o paciente vive a própria rotina. Em muitos casos, tarefas simples passam a exigir esforço físico e emocional constante e o sofrimento deixa de estar apenas na doença, passando a ocupar diferentes áreas da vida.
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Embora o avanço da medicina tenha ampliado significativamente as possibilidades de tratamento do câncer, a dor ainda permanece presente em grande parte dos pacientes, especialmente nos casos mais avançados. E quando não é adequadamente tratada, pode comprometer não apenas a qualidade de vida, mas também aspectos emocionais, sociais e funcionais do dia a dia.
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          A experiência da dor no câncer é individual. Alguns pacientes convivem com dores ósseas intensas, outros apresentam dores neuropáticas, compressões nervosas ou múltiplos focos dolorosos ao mesmo tempo. Em pacientes idosos, é comum que existam também dores relacionadas a outras doenças e comorbidades, tornando o cuidado ainda mais complexo.
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Por isso, o tratamento da dor oncológica não deve seguir fórmulas prontas. Cada paciente possui uma história clínica, uma rotina, limitações e necessidades diferentes. Avaliar a dor vai muito além de perguntar sua intensidade. É compreender como ela interfere na funcionalidade, no sono, na autonomia e na qualidade de vida daquela pessoa.
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          Muitas vezes, existe um sofrimento silencioso que não aparece nos exames ou durante uma consulta rápida. Alguns pacientes deixam de relatar o impacto real da dor por acreditarem que isso faz parte do tratamento ou da evolução da doença.
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        
           Perguntas aparentemente simples ajudam a revelar dimensões importantes desse sofrimento:
          &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        
           A dor impede o sono?
          &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        
           Você consegue realizar suas atividades diárias?
          &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        
           Sua rotina mudou por causa da dor?
          &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
            ﻿
           &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
        
           Você ainda consegue viver com autonomia?
          &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
          O controle da dor no câncer não deve ser visto como algo secundário. Ele faz parte do cuidado integral e da preservação da dignidade, funcionalidade e qualidade de vida do paciente.
         &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/2151249721+copiar.webp" length="44952" type="image/webp" />
      <pubDate>Thu, 21 May 2026 20:50:58 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.drfernandodebortoli.com.br/dor-oncologica-quando-tratar-nao-e-o-suficiente</guid>
      <g-custom:tags type="string">dor,oncologia</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/2151249721+copiar.webp">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/bf3633de/dms3rep/multi/2151249721+copiar.webp">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
  </channel>
</rss>
